Quantos produtos parecidos com comida comemos nós durante o dia? Quantos cafés em que colocamos um pacotinho de açúcar bebemos por dia? Quantas bebidas gaseficadas? Quanto de massa comemos nós?
O exercício é simples. À noite, depois da ultima refeição, fazemos uma lista de todas as refeições. De um lado os produtos que existem per si. Do outro aqueles que foram criados pelo homem para servir de comida. E desses alimentos quantos é que vêem em latas e embalagens para aguentar meses sem se estragarem? E pensamos, mas como é que comida aguenta tanto tenpo senão pela acção do homem?
O exercício é simples. À noite fazemos uma lista de todas as pessoas com quem falámos. Quantas conhecemos de viva voz? Quantas estiveram à nossa frente alguma vez? A quantas pessoas sorrimos? A quantas dissemos que gostamos delas?
Alimentamo-nos de não comida. E depois queixamo-nos que nos alimentamos também de não afectos. Somos aquilo que comemos. Lentamentos vamo-nos transformando em algo que um dia foi humano. Comemos algo que se parece com carne e leva massa. Vegetais alterados para saberem bem. Empurra-se com uma coca-cola fresquinha enquanto estamos em frente do computador. Fala-se com pessoas que nunca se esteve frente-a-frente e recebe-se fotografias para se ver como é a outra pessoa do outro lado. Fotografias onde se está no seu melhor. A luz ajuda. O photoshop faz milagres.
E se tudo o que soubesses estivesse errado?
O ano começa agora. Que melhor altura para mudar?