segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Amor Ao Anoitecer
Ela perguntou-lhe o que ele sabia sobre o amor. E ele respondeu que era uma coisa simples. Ela não ficou convencida, disse que não pode ser simples o que se tenta descrever em insuficientes descrições. Ele olhou bem para ela antes de responder. Uma palavra só é simples. Pode ser pequena e não esconder nada. Mas apenas à vista desarmada. Já os gestos que a concretizam são maiores que as palavras e definições. Isso, são patetices, diz ela enquanto encolhe os ombros e faz beicinho. Ele ri-se. O amor, diz ele numa voz calma, é diarios. Como as palavras. O silêncio é complicado. E aí, é que está o problema. E aí, não existe amor. Ela colocou a cabeça no ombro dele e apagou a luz da mesa-de-cabeceira.
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