domingo, 17 de fevereiro de 2013

Hollywood



"Eu gostava de assistir ao combates de boxe. Sem Saber explicar bem como, faziam-me lembrar a minha escrita. Requeriam as mesmas coisas: talento, coragem e estar em boa forma. A única diferença era que, no meu caso, a boa forma era mental e espiritual. Ninguém era escritor. Era preciso tornar-se escritor de cada vez que se sentava à máquina, Depois de me sentar à máquina, não era assim tão difícil como isso. O que era difícil era arranjar uma cadeira e sentar-me. Havia ocasiões que simplesmente não me conseguia sentar."

Henry Chinaski (alter ego de Bukowski)


Há ainda quem diga que não existem respostas nos livros. Há pessoas que andam a ler livros errados. Ainda que nestas coisas não existem livros errados. Acredito que existem alturas erradas para alguns livros. Alturas e sítios. Eu só leio completamente - ao ponto de me esquecer de tudo - num ou dois locais. Há alturas que não preciso de música. Como escrever. Só escrevo num ou dois locais. E em certas alturas do dia. mas aqui preciso sempre de música. O tampão para a realidade. Quando escrevo preencho o meu mundo. Digo adeus a este. Onde as pessoas envelhecem e existe merda a mais. Levo uma ou duas coisas comigo. A música pára e regresso.

4 comentários:

Alix disse...

eu prefiro escrever sem música, mas quando estou absorta nos meus pensamentos parece que fico fora, com ou sem música :)

E disse...

Eu tenho de ter música. Se não há música não sai nada. Ok, por vezes lá consigo no silêncio.

O Sexo e a Idade disse...

Quando estou a escrever (a escrever mesmo) gosto de ter uma música em loop.

E disse...

Por norma eu não é uma música isolada, mas também já me aconteceu.