quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Percebo Oscar WIlde



We are all in the gutter, but some of us are looking at the stars.

“You don't love someone for their looks, or their clothes, or for their fancy car, but because they sing a song only you can hear.”

Women are made to be loved, not understood.

Em Paris havia uma exposição sobre Oscar Wilde. Depois dos livros foi aí que passei a admirar e compreender Wilde. Existem mundos a separarem-nos. A forma de ver a vida. E essa coisa pequena a que se chama talento. Mas o chamamento para o belo como o fiel depositário de toda e qualquer inspiração tem a minha simpatia. E a minha compreensão. Mas também a sua necessidade de não se conformar com o real ao lado mas a possibilidade de sonhar. E sonhar com algo para além da imaginação do compreensível. No único romance que escreveu a beleza é o dom e a dor projectada na possibilidade de perda. Como se fosse um fraco onde se inspira um odor que se sabe que um dia perderá a sua luta para o tempo. A beleza enquanto consumível pelo tempo deverá ela própria ser louvada. A inteligência sairá vencedora, com o tempo tenderá a aumentar pelo nível de conhecimento - ainda que sejam dados diferentes na mesma equação, mais conhecimento não é necessariamente mais inteligência. 

Wilde deixou o seu legado em epigramas. Uma ideia desenvolvida em pequenas frases com alguma ironia e sarcasmo, com um desfecho em efeito surpresa. E a minha preferência vai para a primeira. Para a minha tradução que retrata a minha convicção. A vida é difícil. Mas as estrelas não se importam que sonhemos.




 

Sem comentários: