terça-feira, 2 de abril de 2013

A vida, é para quem quer ser maior.




Parti 3 vezes o braço. Uma vez a mão. Duas vezes a cabeça. Torci o pé uma vez. Os joelhos já foram melhores. E só tenho 30 anos. Talvez quando for mais velho vou sentir estas mazelas ainda mais do que sinto hoje quando faz frio a sério ou o tempo vira. Mas se me arrependo sempre que quis saltar mais alto? Foda-se, claro que não!

Nunca fui o mais alto. Nem o mais forte. E longe, longe, de ser o mais cool. O meu irmão dá-me dez a zero. E isto logo em casa. Na escola era apenas mais um dos putos que tentava fazer as miúdas sorrirem. Faziam patetices com a bola. Hoje, os putos cresceram. A bola são smartphones e merdas do género. Mas não interessa. A verdade é que tinha de ser o mais rápido. Tinha de ser o que pedalava mais. Se desisto, é simplesmente quando o meu corpo cede.

A primeira vez que tentei colocar-me em cima de uma prancha de surf as ondas não eram grandes. Mas por baixo da água não era areia. mas sim rochas. Se fiquei na areia, claro que não. Quando me mudei de casa tinha um ringue de futebol à frente. Pedi para jogar com os mais velhos. Aceitaram mas não iriam ser condescendentes. Aprendi que se dás, também levas. E hoje as coisas ainda se mantêm. O ano passado no Parque das Nações disseram que não era capaz de saltar aquela imitação de riacho que lá está. Sorri. ela disse para estar quieto que me ia aleijar. Saltei e consegui. Sorri de novo. Hei, já devia ter idade para ter juizo. que se lixe. Desde que comecei a andar de bicicleta já provei o alcatrão 3 vezes. E ainda não parei de pedalar. Mete gelo e continua.



2 comentários:

faa m. disse...

Só se para quando se morre.

E disse...

Exacto! Parece um cliché muito velho e agastado, mas parar é morrer!