segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Umas Mamas Maiores Ou Um Nariz Diferente?

Vamos acreditar que o mundo é um lugar perfeito. Todos são perfeitos. Todos têm um belo corpo. Todos são belos. Alias, não se conhece o conceito de belo porque não há menos que isso. Mas o mundo não é perfeito.
 
Ainda bem que é imperfeito.
 
A beleza é uma realidade. Mais importante, é um conceito subjectivo. O que é belo para mim pode não ser para muitos. O que é interessante para uns pode ser irrisório para mim.
 
Mas todos queremos ser belos. Todos gostaríamos de mudar alguma coisa. Que algo fosse um pouco diferente. E a diferença, precisamente, é até onde se vai para mudar. Quanto se pagaria para mudar?
 
Aqui mostra o que alguns quiseram mudar. Para serem aceites. Para se olharem ao espelho e se sentirem apaixonados. Depois de verem o instagram de imensas pessoas bonitas e desejarem serem assim. Elas magras e com boas mamas. Rijas e empinadas. Eles musculados e com abdominais bem definidos. Biceps e triceps proeminentes. 
 
O que dita o que é belo? Quem vende, constrói e propaga este conceito subjectivo. Podemos atirar para a fogueira quem está associados ao belo mundo da beleza da moda.
 
Karl. É bonito?
Anna Wintour. É bonita?
Donatella Versace. É bonita?
Galliano. É bonito?
 
E ditam eles o mundo do belo. Que influenciam aqueles que fazem 30 minutos na passadeira. Seguido de 20 na elíptica. Fazem sauna a seguir e almoçam uma salada. E ainda aqueles que compram umas mamas maiores ou um nariz diferente.
 
A diferença é a capacidade de absorção e aceitar a própria diferença. Porque, felizmente, o mundo é imperfeito.

4 comentários:

Carol disse...

A capacidade de absorção é muito importante! E depois, o bonito sem o feio não existia e o bom sem o mau não era ninguém.

E disse...

exacto

Fred, o senhor. disse...

Eu acredito que a única maneira de se sobreviver, na batalha em torno da perfeição, é criar coisas bonitas. Não porque queremos ser perfeitos ou encaixar no estereotipo social do belo, mas sim porque na fracção de segundo seguinte ao acto de criar, os teus olhos brilham e a tua alma aquece. Esse sim é o acto de criar o belo, o resto é ruído.

belo texto*

E disse...

É isso, criar coisas bonitas. Não há outra forma. Até porque o Homem desde sempre teve essa necessidade de se rodiar de coisas bonitas. O que era bonito, ou a ideia de belza, é que tem vindo a ser alterada com o tempo. Por isso estudar a história não pode ser ingorar esse conceito de beleza e tudo o que está em seu redor.

Obrigado.